11.9.08

Reacções

Que diferenças notámos? Que sabores, imagens, texturas guardámos?

Em primeiro lugar, convém dizer que a Escócia é um país com uma beleza natural e arquitectónica extraordinárias. Fartámo-nos de ver castelos, abadias, igrejas, cemitérios (esperem pelas fotos das campas:o), e verde, muito verde. Aliás, não há edifício antigo (e mais recente, também) que se preze que não tenha uma quantidade assinalável de musgo a crescer nas paredes.
Valeu todos os euros investidos (e ainda foram alguns, o nível de vida é bem mais alto que o nosso), pena que tenhamos a noção que poderíamos andar por lá mais 15 ou 30 dias que haveria sempre muito mais para ver. O que afinal pode não ser assim tão mau. Quem sabe numa outra altura? O futuro a Deus pertence.
Que diferenças e curiosidades anotámos?
Os horários de funcionamento são muito diferentes dos que estamos habituados.
As lojas fecham entre as 17h (nas cidades mais pequenas e no campo) e as 18h (nas cidades grandes). Depois disso, alguns centros comerciais (a hora normal de fecho é às 20h), pubs (um pouco mais tarde) e restaurantes (a partir das 21h começam a arrumar a casa para o dia seguinte).
Tendo começado a visita por Inverness (a capital das Highlands), ficámos embasbacados por, na primeira noite - a de chegada, ir até ao centro da cidade e ver tudo fechado (centros comerciais incluídos) às 19h30. Vá lá que encontrámos um restaurante. Nas ruas, nem vestígios de autóctones, 99% dos que as calcorreavam era turistas.
Se por um lado, este horário permite aos escoceses maior tempo (em teoria, pelo menos) para estar com a família, por outro, obriga os turistas a começar cedo o dia, já que os museus e restante comércio fecha logo às 17h. A partir das 19h, pelo menos no campo e nas cidades mais pequenas deixa-se de ver gente a passear nas ruas. O pequeno-almoço era servido, quase sempre, entre as 8h e as 9h30.
O tempo foi sempre mais para o agreste, temperaturas mais baixas (devemos ter apanhado um ou dois dias acima dos 20 graus) e muita chuvinha e chuva também.
A água engarrafada é horrível, choca ou salobra, escolham o termo que mais gostem. Fartámo-nos de comprar garrafas de água, esvaziá-las e encher na torneira. Mil vezes melhor.
Em termos de simpatia, os escoceses fazem-nos corar. Qualquer pessoa mete conversa connosco, e são de uma amabilidade estonteante. Depois contamos duas ou três conversas específicas que tivemos. Cada vez que nomeávamos a nacionalidade vinha o Algarve à baila. Nada contra o Algarve, mas Portugal é mais que o Algarve, de qualquer modo ficámos com noção de que estes tipos quando vão abroad vão, essencialmente, à procura do que não têm - o sol.
Saudades tive, de duas coisas. Do pão e da bica. O pão não é mau, com muito menos sal que o nosso, e mantém-se mais tempo comestível, sem ficar duro. Mas não há côdea dura, o que para um filho de alentejanos, maluco pelo pão do Cercal... é traumático.
Quanto ao café - já sabia que a cultura da bica é nossa, dos espanhóis e dos italianos, e pouco mais. Ainda experimentei dois ou três expressos, mas enfim... Um era num copo de galão e tão aguado que as lágrimas quase me vieram aos olhos. O outro era mais queimado que um leite creme. E o outro era fraquinho, mas deu para matar saudades. E caros, a média dos expressos (bicas mascaradas) anda nas 1,70 libras. Com a libra a 1,25€...
Mais coisas haverá a realçar, com o tempo ou com as dúvidas/comentários dos nossos queridos leitores.
Até lá...

3 comentários:

Rute Carla disse...

lembro-me que em Inglaterra as lojas fechavam às 16:30. É outro ritmo... outra qualidade de vida, que às vezes apetece, perante a correria portuguesa.

Nuno Pinheiro disse...

Muito bom o alojamento que vos mereceu elogios tão graciosos. De facto esta é a melhor publicidade que se pode ter - um hóspede satisfeito!!!

Bem, eu e a Alina estamos aqui a curtir o "diário" e já estamos em pulgas para as "cenas dos próximos capítulos". Com certeza têm muitas fotos da Escócia.

Ficámos felizes de vos saber felizes. Que a alegria seja sempre em vós!

Nuno&Alina

Anónimo disse...

Acho que era capaz de viver lá, apesar da qualidade do café.
Fernanda